Câncer de pele: saiba quais são os sintomas, diagnóstico e prevenção

Representando 25% dos tumores malignos, pode ser precocemente diagnosticado e tratado por ser um câncer visível

Câncer de pele: saiba quais são os sintomas, diagnóstico e prevenção

A pele é o maior órgão do corpo humano, composto de uma camada externa, a epiderme, e uma interna, a derme. Ele regula a temperatura do corpo, e serve de proteção contra agentes externos, infecciosos e químicos. Cerca de 180 mil brasileiros por ano apresentam diagnóstico de câncer de pele, que representa 25% dos tumores malignos. Um número que pode assustar muitas pessoas, e por isso manter os exames e os cuidados em dia é de extrema importância.

O que é câncer de pele?

Em suma, o câncer de pele é um tumor que atinge a pele, mais comum entre pessoas com mais de 40 anos e considerado raro em crianças e pessoas negras. A sua principal causa está relacionada com a exposição excessiva ao sol e seus raios ultravioletas. Então, ocorre pelo crescimento anormal das células que compõem a pele, que se multiplicam sem controle, e são classificados em dois tipos: melanoma e não melanoma.

Câncer de pele – Melanoma

Representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão. Esse tem sua origem nas células produtoras da melanina, substância que determina a cor da pele, e é mais frequente em adultos brancos. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Já nas pessoas negras, ela é presente em partes mais claras como palmas das mãos e plantas dos pés. Contudo, tem alta possibilidade de provocar metástase, a disseminação do câncer para outros órgãos. O diagnóstico precoce do tumor trouxe um cenário melhor nos últimos anos, com melhora na sobrevida dos pacientes.

Não melanoma

Os casos de câncer de pele não melanoma são mais frequentes no Brasil e responsáveis por 30% dos casos de tumores malignos registrados no país. Com menor letalidade, possui alta chance de cura se detectado precocemente. Entretanto, pode deixar mutilações expressivas se não receber tratamento da maneira adequada. Assim, apresenta tumores de diferentes tipos:

Carcinoma basocelular (CBC): mais comum e menos agressivo, sendo uma lesão, ferida ou nódulo, de evolução lenta. Constitui 70% dos casos, e é constituído por células basais, que estão na camada mais profunda da epiderme. Surgem principalmente em regiões expostas ao sol.

Carcinoma espinocelular (CEC): segundo mais comum entre todos os tipos de câncer, manifesta-se nas células escamosas, parte superior da pele. São mais comuns nas áreas expostas ao sol, mas pode se desenvolver em todo o corpo. Nele, a pele apresenta normalmente sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade, e tem coloração avermelhada e se apresentam na forma de machucados ou feridas espessos e descamativos, que não cicatrizam e sangram ocasionalmente. Por outro lado, é mais frequente em homens e podem ter aparência similar à das verrugas.

Fatores de risco

Esse tipo de câncer é mais comum em pessoas de pele sensível, ou seja, pessoas de pele muito clara, albinas, com vitiligo ou em tratamento com imunossupressores. Sendo assim, a exposição prolongada ao sol é um dos principais fatores de risco. Os principais alertas são:

  • pele clara e sensível;
  • histórico pessoal ou familiar deste câncer;
  • doenças cutâneas;
  • trabalhar sob exposição direta ao sol;
  • exposição a câmaras de bronzeamento artificial;
  • imunidade enfraquecida.

Sintomas

Ocorre principalmente nas áreas do corpo expostas ao sol. Todavia, pode variar muito em aparência, além de se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Confira os principais sintomas:

  • Manchas que coçam, descamativas ou sangram;
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;
  • Feridas que não cicatrizam em até quatro semanas;
  • Lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
  • Pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • Mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico deve ser feito por um dermatologista ou oncologista, que realiza a análise dos sinais, pintas ou manchas. Assim, eles levam em conta o aspecto clínico da lesão, e quanto mais precoce o diagnóstico, melhor os índices de cura. Caso haja suspeitas de câncer de pele, ele pode pedir para realizar mais exames, como biópsia. Podem ser pedidos os seguintes exames:

Dermatoscopia: exame complementar que pode ser manual ou digital. Da forma manual, o dermatologista olha as pintas com o próprio dermatoscópio e avalia no momento risco de cada lesão. Digital, permite a análise de uma fotografia ampliada, identificando a lesão de risco. Juntamente com isso, o mapeamento digital da pele também pode ser feito, onde se registra as fotos do corpo todo e documenta-se as lesões, o que aumenta as chances de identificar novas lesões ou mudanças.

Microscopia confocal: método diagnóstico por imagem não invasivo, que avalia as camadas da pele em um tecido ainda vivo e observa as lesões alteradas. Seu exame é realizado com laser de diomo, que visualiza detalhes da estrutura celular da pele com resolução próxima ao exame microscópico.
Biópsia: todo tecido coletado é enviado para uma avaliação histológica, que dirá se o tecido é canceroso ou não, qual seu tipo, grau de malignidade e outras coisas. É o único exame que pode dar um diagnóstico definitivo no caso de melanoma.

Já o tratamento vai depender do tipo e estado do câncer. Igualmente, pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou mesmo quimioterapia. Primeiramente, o melhor método é a retirada cirúrgica da lesão e do tecido ao redor. A quimioterapia ou radioterapia funcionam como recursos terapêuticos utilizados em casos mais graves.

Exame ABCD

Além disso, os exames ABCD são feitos para identificar sinais do desenvolvimento de câncer de pele. Dessa forma, são realizadas observações das características de manchas e pintas, verificando se os sinais correspondem. As características observadas correspondem a assimetria da lesão (se metade da lesão é diferente da outra), borda irregular, cor e diâmetro.

Prevenção

As lesões causadas na pele normalmente são visíveis e podem ser descobertas muito antes de chegar a este ponto. Ademais, você deve ter cuidados como:

  • Usar filtros solares de FPS 30, no mínimo, diariamente e reaplique pelo menos duas vezes no dia, esperando 30 minutos após a aplicação para se expor no sol;
  • Evitar momentos de maior insolação do dia, entre as 10 e 16h;
  • Realizar o autoexame periodicamente, observando se há manchas, lesões, feridas, sinais ou pintas novas que apresentem modificações;
  • Evitar queimaduras de sol;
  • consultar um dermatologista regularmente.
  • Cuidando da pele

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