Sarampo: sintomas, tratamento e prevenção

Sarampo: sintomas, tratamento e prevenção

Até 2016, o sarampo estava erradicado no Brasil, graças à campanha de vacinação ao longo de décadas no país. No entanto, em 2017, alguns países da América do Sul começaram a registrar novos casos, e mais de 10 mil brasileiros foram diagnosticados com a doença no ano seguinte.

Esse cenário abriu espaço para uma preocupação maior com a transmissão do sarampo, e muita gente ainda tem dúvidas sobre o problema. Por isso, separamos informações importantes sobre a doença, como os sintomas e as formas de tratamento e prevenção. Acompanhe!

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, provocada a partir da transmissão do vírus por contato direto ou pelas vias aéreas. A evolução da doença é rápida e pode gerar complicações graves, como pneumonia, otite, diarreia e problemas neurológicos.

Entre os pacientes no grupo de risco para essa doença estão, principalmente:

  • Bebês e crianças menores de cinco anos;
  • Adultos acima dos 20 anos;
  • Gestantes,
  • Pessoas imunocomprometidas — com HIV/Aids ou câncer, por exemplo.

Cabe alertar que o sarampo tem transmissão e contágio acelerado. Estima-se que cada indivíduo infectado contamina de 12 a 18 pessoas. A contaminação é considerada até quatro vezes mais alta que a do vírus da gripe.

Sintomas e diagnóstico da doença

Geralmente, os sintomas de sarampo se manifestam cerca de 10 dias após a contaminação. A pessoa infectada pode apresentar os seguintes sinais inicialmente:

  • Coriza;
  • Tosse;
  • Febre com temperaturas cada vez mais altas,
  • Conjuntivite.

Passados alguns dias, surgem as chamadas manchas de sarampo, ou exantemas. São marcas vermelhas que se espalham por todo o corpo, a partir da parte de trás das orelhas e do pescoço em direção aos braços, às pernas e ao abdome.

Essas manchas podem durar de três a cinco dias, que também costuma ser o período em que a febre começa a baixar. De todo modo, é importante que o paciente observe quais os sintomas do sarampo aparentes e procure ajuda médica de imediato.

O médico pode solicitar um exame sanguíneo para confirmar a doença. Além disso, é obrigatório que todo caso de sarampo seja comunicado às autoridades sanitárias.

Cuidados e tratamento do sarampo

Ainda não há um medicamento destinado para o tratamento do sarampo, mas os sintomas podem ser amenizados com substâncias como a vitamina A. O nutriente tem sido útil na redução de efeitos da doença. Entretanto, deve ser administrado imediatamente após o diagnóstico e no dia seguinte a ele, sempre sob orientação médica.

No caso de uma criança com sarampo em tratamento, é importante seguir também outros cuidados, entre eles:

  • Mantê-la afastada das atividades escolares;
  • Controlar a temperatura constantemente;
  • Comunicar ao médico qualquer mudança drástica no quadro de saúde;
  • Assegurar que ela permaneça bem hidratada,
  • Observar dores de cabeça e procurar o médico se forem persistentes.

Prevenção do sarampo

Agora que você já sabe o que é sarampo e a gravidade das complicações, é fundamental saber sobre sua prevenção. A vacina é a melhor forma de evitar a doença, sendo a responsável pelo rápido controle da transmissão do vírus.

As vacinas existentes são a tríplice viral (SCR) e a tetra viral (SCRV). Elas imunizam não só contra o sarampo, mas também contra rubéola, caxumba e catapora. O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde indica que a 1ª dose deve ser aplicada aos 12 meses, enquanto a 2ª dose é dada aos 15 meses de idade.

Quem já recebeu as duas doses — de tríplice ou tetra viral — não precisa ser vacinado novamente. No entanto, se você é adolescente ou tem até 49 anos e não tenha o registro comprovando a imunização, é importante procurar um posto de vacinação.

Nesses casos, as doses são aplicadas dessa forma:

  • Até os 29 anos: duas doses da tríplice viral,
  • Dos 30 aos 49 anos: uma dose única da tríplice viral.

Para crianças maiores, adolescentes e adultos que não foram vacinados, as duas doses necessitam de intervalo mínimo de um a dois meses entre as aplicações.

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